Estamos vivendo a geração doença
Isso pode não fazer sentido nenhum pra você que acordou cedo hoje e foi correr, depois vai almoçar uma saladinha e dormir cedo. Mas acredite, a quantidade de pessoas que fazem questão de estar (e informar que estão) doentes nas redes sociais só cresce.
Quanto mais meios pra avisar que elas estiverem doentes então, melhor. Dar check-in em hospital deixou de ser um “susto” pras pessoas e agora é só uma maneira de avisar que tá batendo ponto alí. Na última vez que inventei de fazer isso teve gente da minha família que nem usa o celular direito, quem dirá internet, ligando pra saber como é que eu tava. Depois da lição aprendida parei com essa brincadeirinha.

Foto de remédio no instagram é hype. Não sei muito o que as pessoas pensam nessa hora “ah, deixa eu tirar foto dos meus remédios aqui pra saberem o quão lascada eu tou, atchim, opa, vou usar esse filtro aqui que mostra mais os comprimidos”.
Não sei se é pra conseguir atenção (ou pena) das pessoas, mas é fato que pelo menos uma vez na semana algum amigo meu vai reclamar de alguma doença na timeline. Até eu já fiz isso, mas um certo dia eu parei pra pensar se essa informação era realmente relevante. Quem precisa saber que eu tou doente, vai saber, sendo postado no twitter ou não. Esse tipo de atenção eu não quero mais, até porque acredito que coisas boas atraiam coisas boas e ficar postando que tou morrendo com certeza não vai me dar nada de bom, além de uns “melhoras” e uns amigos preocupados desnecessariamente.
Então é isso, pensem um pouquinho mais antes de divulgar qualquer coisa da vida de vocês por aí. Aquela sua pulseira que colocaram em você na triagem do hospital não é bonita e só vai me deixar preocupada, quando na verdade você talvez até já tenha saído do hospital e tá em casa de buenas postando a foto no instagram. Saúde é coisa séria e você não precisa acabar com a sua pra parecer mais popular. Sério, parem com isso.
A moda muda

Vivemos sempre na ansiedade de conhecer tudo o mais rápido possível, não é a toa que as coleções de roupa são lançadas na estação anterior e as pobres modelos magrelas sofrem desfilando biquines no inverno e casacos de pele no verão. Claro que o mercado precisa se preparar para atender a demanda de peças da nova estação desde o primeiro dia da mesma e por quê não antes? O que acontece é que estamos descartando as coisas na mesma velocidade que criamos novidades. Sempre fiquei meio chocada quando ouvia alguém comentando que ía doar as “roupas da coleção passada” nas novelas e hoje em dia eu vejo isso acontecer diante dos meus olhos e, muitas vezes, até comigo. Vez ou outra me pego pensando que não tenho roupa nenhuma no guarda-roupa só porque nenhuma delas se enquadra no padrão novo criado pela indústria da moda que foi lançado no último desfile da semana passada e que em seis meses no máximo não servirão mais. Talvez eu fique melhor nas roupas da coleção passada. Talvez, mas não ouso arriscar. Prefiro seguir um padrão de aceitação que a sociedade impôs. Prefiro estar dentro, mesmo que no caminho eu esqueça quem sou eu. E esqueça principalmente que a moda pode até ser descartável, mas meu estilo não. E pra quê seguir um padrão se no final das contas todo mundo quer ser mesmo é diferente?
O poder de um blog
Eu acho blogs incríveis, estive pensando sobre o assunto e queria compartilhar um pouquinho da minha reflexão, nas minhas palavras, pra vocês.

Primeiro, é sensacional saber que tem alguém do outro lado da tela lendo. Quando se está numa rede social, por exemplo, as pessoas que te seguem (algumas por mera cordialidade) leem as coisas que você escreve meio que no automático “ah, tá na timeline, vou ver qual é”. Num blog, alguém entra pra ler o que você escreveu sobre alguma coisa e muitas vezes essa pessoa volta pra saber se você escreveu mais alguma coisa sobre outra coisa e essa bola de neve de curiosidade só faz crescer e te fazer (você, blogueiro) querer escrever mais ainda sobre assuntos diferentes, ou iguais, mas te faz querer escrever, continuar presente na vida dessas pessoas.
É uma forma de companhia desacompanhada, você acaba estando presente na vida das pessoas e essas pessoas se tornam o seu público e perceber que não se está falando sozinho é o primeiro passo para ter vontade de conversar mais.
Segundo, o blog é capaz de proporcionar tantas mudanças na vida de quem lê/escreve que é praticamente impossível resumir aqui. Não digo só financeiramente, sei que existe muita gente que vive de blog (sortudos), afinal, ganhar dinheiro com algo que você sente prazer em fazer e que normalmente tem muito de você só pode ser uma coisa bem feliz. Mas não quero falar só economicamente das alegrias de se ter um blog por perto, quero ir mais além, quero que vocês parem e pensem na delícia que é fazer um amigo novo. E é mais ou menos assim que eu me sinto com cada pessoa que comenta e até mesmo visita sorrateiramente o meu blog, pra ler um post, pra ler dez ou até mesmo tirar um dia pra ler os posts desde o começo (já fiz isso com blogs que me identifico). Conheci muita gente pessoalmente até e essa é a parte mais gostosa da vida online, leva-la pro off-line.
Mas meu maior prazer mesmo é exteriorizar o que eu tou sentindo. Nem escrevo textos bonitos, nem tento fazer um diário, só gosto de escrever o que eu tou pensando. E a melhor parte é quando vocês param pra pensar sobre isso junto comigo, como agora.



